sábado, 24 de setembro de 2011


Se fosse pintar a tristeza como o faria?
Não sei sobre sua forma, também, como algo tão infinito poderia ter geometria?
Deitada sobre o céu tentando descobrir a imaginei em forma de nuvem, dentre tantas formas qual é a da minha tristeza, pequena, grande, redonda.
Poderá ter só o formato de tristeza mesmo, mas creio que ela não é azul como o céu, não consigo imaginar de que cor seria, e quantas cores ela teria? uma,duas, muitas?
Poderia escolher o lugar, e pinta-lo, mas são tantos.
Com o pincel na mão, a tela em branco, consegui me concentrar nela, afinal minha tristeza era como aquela tela, não tinha cor, branco estava bom,  via tantas cores e tantas formas diferentes na minha tristeza, também poderia colocar pessoas, momentos, detalhes, feita por um conjunto de fatores, como iria transpor assim?
E o quadro ficou como estava.
A cor e a tela estavam lá.
Talvez eu não estivesse mais.

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