quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Meu sonho desvaneceu, os amores que perdi foram chamas de momentos, buscando um sentimento, sonhei de mais, realizei pouco, a noite pesa com o frio do inverno, e há ainda muitas lagrimas para cair, o vazio corroí, está minha alma vazia vagueia, resta-me a saudade do que já fui, é triste não ter ninguém no fim.
Lembro bem do primeiro dia após sua partida, depois daquela manha tive a sensação de que não iria mais existir, os soluços teimavam em me dominar, e comecei a desistir de lutar contra o fim, a solidão deveria tomar o lugar que lhe era de direito, as cinzas preenchiam o cinzeiro lembrando minha dor, era apenas o resultado dos dias que não deveriam existir.
Fechei os olhos tentando visualizar o dia seguinte, fantasiar uma outra realidade, mas o que me veio foi a imagem perturbadora, o cabelo solto, o sorriso inebriante, consegui até sentir seu cheiro, como se o passado fosse logo ali, mesmo depois de tantos dias sem vê-la, por segundos sou capaz de odiar sua existência, me arrepender do antigo "nós", apenas segundos.
Fez-se presente o silencio, aquele que confirma dolorosamente o vazio deixado por uma partida, a angustia causada por uma recusa, a tristeza vinda por uma palavra não-dita e muitas jorradas sem pensar, e não havia riso, por isso do silencio fez-se o pranto, constante e intenso, enquanto isso minhas mãos percorriam a face, tentando em vão conter as lagrimas, e a boca se retorcia, tremula.
Repeti diversas vezes que não poderia ter sido em vão, precisava ter aprendido a não esperar tanto, ou a não acreditar que existia respaldo no impossível.
Um brinde aos que assim como eu sangram!
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