Não sabíamos bem uma da outra, fora vivido num espaço de tempo tão curto, em poucas oportunidades , brechas restritas do nosso dia-a-dia, coisas básicas se transformavam em grandes novidades, apenas a intensidade no caso alargava o tempo, criando a sensação de que o começo estava distante.
Era difícil, para as duas, conter os olhares, os gestos...nos contentamos em sentir a pele, tocar nas mãos, afagar os cabelos, sua expressão majestosa olhando o movimento da rua, sua cabeça movia em câmera lenta, em transições perfeitas, seu olhar confuso, imerso em um misto de pensamentos, me davam a sensação de estar vulnerável, uma beleza distante e ameaçadora, lá no fundo uma solidão humanizadora, minha entrega automática, estava aquém a sua beleza.
ja passei por isso tbm,querer tocar mas nao poder, por estar em um local publico...
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